quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Não às roupas de peles de animais!

Texto elaborado por: André Telha, Alexandre Leite, Bogdana Dumych e Claúdia Moreira.

-Não Às roupas de pele de animais

Dois irmãos, o Alexandre e o João, estavam a ler uma revista quando viram um anúncio de roupas de peles de animais.
No dia seguinte, foram ao “shopping” e entraram em muitas lojas de roupa. Chegaram a uma loja e o João disse:
(João) - Olha, que casaco de couro tão giro!
 (Alexandre) - Também acho, é muito giro!
De repente, aparece um homem que eles não conheciam:
 (Sr. André) - Vocês não vêem que para fazer esse casaco foi preciso matar muitos animais.
O João, surpreendido, retorquiu:
(João)  - E quê? Eu gosto deste casaco e por isso vou comprá-lo!
O Senhor contrapôs dizendo:
(Sr. André) - Algum de você tem um animal?
O Alexandre responde:
(Alexandre) - Eu tenho um cão e um gato. Chamam-se, respectivamente, Faísca e Riscas. Já agora, ainda não nos apresentamos. Eu chamo-me Alexandre, este é o meu irmão João e o senhor como é que se chama?
O Senhor diz:
(Sr. André) - Eu chamo-me André. Deixem-me dizer-vos umas coisas: vocês não ficavam preocupados se matassem o vosso Faísca e o vosso Riscas para fazer casacos?
João já chateado diz:
(João)  - Alexandre, vamos lá comprar o casaco, porque eu não estou com paciência para ouvir isto.
Os dois irmãos lá foram até à banca de uma loja Inglesa que existia naquele Shopping e disseram:
(João e Alexandre)- Mr. James Bond, we want to buy this jacket.
(Mr. James Bond) - Very well, I’ll make the purchase.
  O Sr. André chegou logo a correr e disse:
(Sr. André) - Please, do not complete the purchase.
Agora virado para o Alexandre diz:
(Sr. André) - Vá lá não comprem o casaco, meninos. É uma boa acção que fazem hoje.
Alexandre vira-se para o João e sussurra:
(Alexandre) - Realmente, os animais são muito nossos amigos. Por exemplo, quando estamos na rua, e queremos brincar com eles, atiramos um pau e eles vão todos contentes apanhá-lo. Olha o exemplo da nossa avó: tem tantos gatos em casa dela. Está lá tão sozinha… se não fossem os gatos a fazerem-lhe companhia… Se calhar este homem tem razão…
Alexandre, falando agora mais alto, vira-se para o homem que os alertou para o problema:
(Alexandre) - Já decidi, eu não vou comprar o casaco!
O Sr. André, muito contente, agradece:
(Sr. André) - Obrigado meninos! Fico muito contente. E agora, se quiserem, eu posso levar-vos a casa.
Alexandre e João respondem:
(João e Alexandre) - Muito Obrigado, mas nós vamos a pé.
O Sr. André não desiste:
(Sr. André) - Eu insisto em levar­-vos a casa.
Alexandre e João lá cedem:
 (João e Alexandre) - Está bem, vamos lá para casa.
            Quando chegaram a casa, o Sr. André despediu-se:
(Sr. André) - Adeus meninos, até à próxima! Juízo!
Alexandre e João agradeceram os conselhos e a boleia:
(João e Alexandre) - Adeus. Obrigado!
Quando chegou a casa o Sr. André viu a mulher a injectar insulina e disse:
(Sr. André) - Rita, eu vou dormir, se quiseres, quando acabares de injectar a insulina anda dormir.
( saindo um pouco da história)
A Sra. Rita lembrou-se de quando descobriu que tinha diabetes: aos 30 anos, a Sra. Rita foi ao médico fazer um exame para ver se tinha diabetes, porque se sentia muito fraca, estava a engordar, achou que andava a comer açúcar a mais e doía-lhe o corpo. Quando chegou ao consultório disse para a recepcionista:
(D. Rita)- Bom dia, posso entrar?
A recepcionista diz:
(Recepcionista) - Pode Sra. Rita, o Sr. Dr. já está à sua espera.
A Sra. Rita abriu a porta e cumprimentou o médico:
(D. Rita) - Bom dia, Sr. Dr., eu venho fazer o exame para ver se tenho diabetes.
O médico responde:
(Médico) - Eu sei, Sra. Rita, vamos começar.
A Sra. Rita fez os exames e foi para casa.
Passado uns dias, a Sra. Rita voltou.
A recepcionista mal a viu disse-lhe:
(Recepcionista) - A Sra. Rita pode entrar.
A Sra. Rita entrou e cumprimentou o médico:
(D. Rita) - Bom dia, Sr. Dr., como é que estão os exames?
O médico respondeu:
(Médico) - Bom dia, Sra. Rita, isto não está muito bom. A Sra. tem diabetes. Vai ter que ter muitos cuidados.
A Sra. Rita foi para casa muito triste.
Voltando ao presente, a Sra. Rita responde ao marido.
(D. Rita )- Eu também vou.
E foram os dois dormir.
 Durante a noite, o Sr. André não conseguiu esquecer o que tinha acontecido durante o dia e teve um pesadelo:
Dois rapazes, vestidos de caçadores, andavam na floresta atrás de muitos animais. Os animais acabaram por ser apanhados e abatidos.
André começou a mexer-se muito, a transpirar abundantemente, acabando por acordar a mulher. Esta acabou por ficar também nervosa. Tentou acordá-lo, no entanto, não conseguiu.
O Sr. André continuava a mexer-se e a transpirar muito.
Finalmente, a mulher consegue acordá-lo e diz:
(D. Rita) - O que é que te aconteceu, André?
O Sr. André, ainda abalado, sussurrou:
(André) - Ai, ainda bem que foi só um pesadelo.
Rita, preocupada, pergunta:
(D. Rita) - Que pesadelo, homem de Deus?
O marido, não quis responder:
(André) - Não interessa. Eu vou sair.
O Sr. André foi-se vestir e saiu para casa dos dois irmãos.
Quando lá chegou, tocou à campainha e os dois irmãos foram logo abrir, não escondendo a surpresa:
(João e Alexandre) - Olá, Sr. André! Por aqui!
O Sr. André cumprimenta-os:
(André) - Bom dia, meus meninos!
Os meninos interrogaram-no:
(João e Alexandre) - O que se passa?
O Sr. André diz:
(André) - Vim só saber se estava tudo bem. É que esta noite sonhei que vocês andavam a matar animais no mato.
Os irmãos declararam:
(João e Alexandre) - O quê? … Não se preocupe, o Sr. André pode ir descansado. Esta lição nós já aprendemos. Para toda a vida!
(André) - Assim espero, meus meninos.
 O Sr. André, mais tranquilo, lá foi para casa muito contente por estar tudo bem. 


Personagens:
1.       João (Zé Pedro)
2.       Alexandre (Alexandre)
3.       Sr. André (Emanuel)
4.       James Bond  (André)
5.       D. Rita (Claúdia)
6.       Recepcionista do Consultório (Bogdana)
7.       Médico (Diogo Tavares)
Narrador (André

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